A exploração de petróleo na baia do Namibe cumpre com todas as exigências ambientais e legais e decorre no quadro da estratégia do Governo de aproveitar os recursos disponíveis para maximizar outros sectores da economia.
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, garantiu, na segunda-feira, em Moçâmedes, província do Namibe, que tudo está a ser feito para que a actividade de prospecção de petróleo na bacia do Namibe respeite as características da província e que seja feita de forma sustentável, resultando em benefícios para a população local.
Segundo o ministro, a legislação angolana permite que as actividades petrolíferas sejam feitas sempre em respeito às condições ambientais, às comunidades adjacentes das zonas de actividade mineira e petrolífera, e que os benefícios sejam maximizados em prol das respectivas comunidades, da província, do país, visando o desenvolvimento equilibrado.
No esclarecimento que fez face às críticas de alguns sectores da sociedade sobre a intenção de se explorar petróleo no Namibe, disse ser importante para o país utilizar os recursos naturais que possui, sendo necessário e essencial fazê-lo de maneira racional.
Diamantino Azevedo sublinhou que não há projecto mineiro petrolífero que seja realizado sem os devidos estudos do impacto ambiental, sem a devida consulta pública, para que todos aqueles agentes interessados na actividade petrolífera mineira tenham oportunidade de ouvir o que será feito e também darem também opinião.
“O certo é precisar de forma correcta, fazer um estudo do país e conhecer o que de facto possui em termos de recursos minerais petrolíferos e fazer a sua exploração a devido tempo, para que possamos beneficiar desta bênção que alguém nos deu”, afirmou.
O ministro avisa que o futuro dos recursos minerais fósseis possivelmente não será tão estratégico como agora.”É bem possível que daqui há uns anos esses recursos não tenham o mesmo valor intrínseco que tem agora, já que em 2050, provavelmente, as reservas deste país e não só, estarão quase esgotadas, numa altura em que hoje, há uma discussão enorme sobre o futuro dos hidrocarbonetos (petróleo e gás)”, apontou.
Energia fotovoltaica
A Sonangol está apostada na implementação de um projecto de energia fotovoltaica na localidade de Caraculo, 60 quilómetros da capital da província do Namibe, a partir do próximo ano, que deverá gerar vários postos de empregos directos e indirectos, considerou o presidente do Conselho de Administração.
Sebastião Gaspar Martins fez saber que o mesmo vai contar com a parceria da petrolífera italiana ENI, cujo representante, João Maria, indicou a Solenova como empresa responsável pela execução. Na primeira fase, será construída no local uma central de energia numa área de 145 hectares.
João Maria referiu que a escolha da localidade de Caraculo para a instalação deste tipo de investimento público tem a ver com as condições naturais que a região oferece, desde a maior radiação solar, proximidade à linha de transmissão de energia, bem como a inexistência de impacto ambiental.
Explicou que a central energética também vai poder contar com uma subestação, instalação dos cinco módulos de potência que vai permitir gerar 15 mil quilowatts na tensão da linha de transmissão. Um dos benefícios deste projecto prende-se com a possibilidade da redução do consumo de diesel para geração de energia, redução dos gases de efeito estufa, entre outras vantagens.

































