O volume de transacções no Mercado secundário de Valores Mobiliários na BODIVA, onde são negociados títulos da dívida pública, obrigações corporativas e unidades de participação, registou um crescimento de mais de 870 por cento em cinco anos, passando de 104,14 mil milhões de kwanzas, em 2015, para 910,96 mil milhões, de Janeiro a Setembro do ano em curso.
Os números foram quinta-feira divulgados no portal electrónico da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), com base num artigo publicado pelo administrador executivo para o pelouro de Regulação e Serviços Jurídicos daqueles serviços, Felinto Soares, na revista “Forbes Angola”.
Felinto Soares apontou a indústria dos Organismos de Investimento Colectivo (OIC) e a Central de Valores Mobiliários (CEVAMA) como “factores que concorrem para a obtenção de resultados para além dos expectáveis, representando crescimentos significativos”. Apesar destes aspectos positivos, o administrador reconheceu que continuam a existir desafios condicionantes do pleno funcionamento do Mercado de Valores Mobiliários (MVM), destacando entre eles a necessidade de alargamento da base de investidores e a activação de tipologias de instrumentos financeiros tais como as acções.
Esses desafios podem ser ultrapassados com uma liberalização cada vez maior dos fluxos de capitais da conta financeira em relação aos investimentos de não residentes no MVM e do programa de privatizações, afirmou a fonte.
Num contexto de prolongada baixa dos preços do petróleo e dos efeitos negativos da pandemia, Felinto Soares apresenta o MVM como uma verdadeira aposta enquanto canal de financiamento da actividade económica.
Fonte:JA

































