O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) anunciou, quinta-feira, uma flexibilização parcial das condições para os empréstimos da linha de crédito do Deutsche Bank, reduzindo o valor mínimo dos contratos do equivalente a 10, para cinco milhões euros em operações de importação e exportação com empresas da Alemanha, Espanha e Itália.
O director do Gabinete das Operações Estruturantes do BDA (o banco que está a intermediar a linha de crédito), Ângelo Correia, afirmou ontem que, nas transacções que transcendam estes três países, a volume mínimo para a adesão aos empréstimos mantém em dez milhões de euros, como também se mantém o juro de 6,70 por cento, com os prazos de reembolso a serem negociados entre os mutuários.
Ângelo Correia disse que este ligeiro abrandamento das condições do financiamento, disponível ao abrigo da linha de crédito da subsidiária espanhola do Deutsche Bank, avaliada em mil milhões de euros, segue-se a declarações proferidas pelo Presidente João Lourenço numa conferência de imprensa em que lamentou a fraca adesão das empresas nacionais a esse instrumento de financiamento.
A linha de crédito financia projectos dos sectores da Agricultura, Indústria Transformadora, Pecuária, Pescas e Indústria Mineira, estando disponível desde Maio de 2019, quando foi formalizada, prevendo o montante mínimo para contratos de importação e exportação de equipamentos, bens e serviços entre as empresas angolanas e estrangeiras, seria de 10 milhões de Euros, o que inibiu muitos empresários nacionais aderirem ao Crédito.
Ângelo Correia proferiu estas declarações num encontro realizado com empresários angolanos, para clarificar os requisitos da adesão ao crédito Deutsche Bank.

































